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Checklist TIM para Vivo: migrar e-mail corporativo e DNS

Por Equipe Técnica AviraHost · 11 min de leitura · Atualizado em · email-corporativo, DNS, MX, SPF, DKIM, TIM, Vivo, AviraHost · 0

Checklist TIM para Vivo: e-mail corporativo e DNS é a sequência de conferências de zona, MX, autenticação e caixas postais que impede perda de mensagens e queda em spam na troca de operadora. O MX novo sozinho não basta: SPF, DKIM e DMARC do destino precisam estar publicados antes do corte. Para migrar o correio com o domínio no mesmo registrador, siga estes passos:

  1. Exporte a zona atual (MX, TXT, CNAME de autodiscover/webmail) e anote o TTL.
  2. Reduza o TTL para 300–600 segundos com alguns dias de antecedência.
  3. Crie as contas na Vivo e publique MX, SPF, DKIM e DMARC do destino.
  4. Valide resolução com dig ou nslookup e teste SMTP/IMAP em paralelo ao MX antigo.
  5. Sincronize o histórico (IMAP) e só então retire o MX da TIM e cancele o serviço.

Pré-requisitos para sair da TIM sem apagão de e-mail

A migração de operadora só é segura quando você já tem acesso administrativo à zona e uma cópia das caixas. Sem isso, o corte de MX vira apagão de correio. Reúna o material abaixo antes de tocar em nameserver ou cancelar a TIM.

  • Painel do registrador (em geral Registro.br) ou do DNS hospedado, com permissão para editar MX e TXT.
  • Lista completa de endereços, aliases, redirecionamentos e listas da TIM.
  • Hosts IMAP/SMTP, portas e autenticação que a Vivo informar no contrato ou no painel.
  • Ferramenta de sync IMAP (imapsync ou cliente que copie pastas) e um Linux de apoio, por exemplo Debian 13, com dnsutils para dig.
  • Caixa de teste em provedor externo (Gmail, Outlook) para validar recebimento e reputação.
  • Decisão explícita: o site continua no host atual; nameservers da Vivo só entram se a zona inteira for recriada sem apagar A/CNAME.

Consulte também o Como gerenciar um domínio se o painel do registrador for o ponto único de edição da zona. Não altere NS no mesmo dia em que publica MX novo.

Inventário da zona e registros MX da TIM

Os registros MX descrevem quem recebe SMTP do domínio; copiá-los errado é a causa número um de silêncio após a troca. Abra a zona e documente cada linha: prioridade, hostname, TTL, TXT de SPF, seletor DKIM, política DMARC, CNAME de webmail e autodiscover, além de A/AAAA do site. O objetivo é reproduzir o correio no destino sem arrastar o site para um DNS que a Vivo possa sobrescrever.

No Debian 13, confira o que o mundo realmente resolve — o painel às vezes mostra zona antiga em cache interno:

dig MX seudominio.com.br +noall +answer
dig TXT seudominio.com.br +noall +answer
dig TXT _dmarc.seudominio.com.br +noall +answer
dig NS seudominio.com.br +noall +answer

Output esperado (valores ilustrativos; os hosts reais são os da TIM hoje e, depois, os que a Vivo entregar):

seudominio.com.br. 3600 IN MX 10 mx-origem.seudominio.com.br.
seudominio.com.br. 3600 IN TXT "v=spf1 include:spf-origem.example -all"
_dmarc.seudominio.com.br. 3600 IN TXT "v=DMARC1; p=none; rua=mailto:[email protected]"

Se o TTL estiver em 86400, baixe para 300 ou 600 e espere pelo menos um ciclo completo desse TTL antigo antes do cutover. Sem essa espera, resolvedores corporativos continuam entregando na TIM horas depois de você "já ter migrado". A propagação DNS completa depende do TTL anterior: com valores altos o apontamento MX pode demorar até 24 horas para refletir em todos os resolvedores. O Guia de zona DNS: registros A, MX, CNAME e TXT do zero ajuda a não misturar CNAME na raiz com MX. Mantenha A e CNAME do site intocados se a página não muda de host.

Anote ainda PTR reverso do IP de saída, se a TIM enviava com IP próprio: na Vivo o envelope MAIL FROM e o hostname do HELO mudam, e isso entra no checklist de autenticação da seção seguinte. Guarde um print ou export da zona; rollback de MX é trivial se você tiver o texto original.

Migração TIM para Vivo com domínio no Registro.br

Com o domínio no Registro.br você não transfere o nome: só edita a zona ou os DNS servers. Prefira editar MX e TXT na zona atual. Apontar NS da Vivo só faz sentido se eles hospedarem DNS completo e você recriar A, CNAME e registros de site no painel novo no mesmo instante. Caso contrário o site some enquanto o e-mail "migra".

SPF, DKIM e DMARC no destino Vivo

A reputação de envio zera se o TXT continuar autorizando só a TIM. Publique o SPF com os includes ou IPs que a Vivo documentar, a chave DKIM do novo MTA e um DMARC com rua válido. Enquanto o MX antigo ainda recebe, você pode manter dois mecanismos no SPF (include da origem e do destino) com ~all temporário; no corte, deixe apenas o destino e, se a política da empresa exigir, volte a -all.

Exemplo de TXT após o destino estar autorizado (não copie IPs de laboratório para produção; use os da operadora):

seudominio.com.br. 300 IN TXT "v=spf1 include:spf-destino.example -all"
seletor._domainkey.seudominio.com.br. 300 IN TXT "v=DKIM1; k=rsa; p=CHAVE_PUBLICA_DO_MTA_VIVO"
_dmarc.seudominio.com.br. 300 IN TXT "v=DMARC1; p=quarantine; rua=mailto:[email protected]"

Confira publicação e alinhamento com o mesmo TTL baixo:

dig TXT seudominio.com.br +short
dig TXT seletor._domainkey.seudominio.com.br +short
dig TXT _dmarc.seudominio.com.br +short

Output esperado: as três strings acima, sem aspas quebradas no meio do registro (TXT longo deve seguir o fatiamento do provedor DNS). Envie uma mensagem de teste da webmail Vivo para a caixa externa e leia o cabeçalho Authentication-Results: SPF deve passar no domínio do envelope, DKIM no d= de seudominio.com.br e DMARC alinhar. O passo a passo de chaves está no Guia DKIM, SPF e DMARC: configure e saia do spam; para bater o olho depois da troca, use o Checklist: como testar se o DKIM e SPF estão configurados.

Não publique DKIM da TIM no destino nem reutilize seletor com chave velha: a assinatura falha e o Gmail trata como spoof. Se a Vivo exigir um hostname de relay, o SPF precisa incluir esse include, não o IP do seu site (203.0.113.10 no A do www não autentica SMTP da operadora).

Histórico IMAP, MX paralelo e corte da TIM

A sincronização IMAP preserva pastas e flags enquanto os dois MX ainda podem receber. Crie cada caixa na Vivo com a mesma senha ou senha nova documentada, aponte o cliente ao IMAP de destino e rode a cópia a partir de um host estável. Não desligue a TIM no primeiro sync: faça uma passagem completa e outra incremental no dia do corte. Faça backup de e-mails localmente antes de iniciar, exportando cada caixa em formato .mbox ou .pst como salvaguarda adicional.

Atenção: cancelar o produto de e-mail na TIM apaga caixas no provedor de origem. Só faça isso depois de testes de envio e recebimento em várias contas e de um sync incremental final.

imapsync --host1 HOST_IMAP_TIM --user1 [email protected] --password1 'SENHA_ORIGEM' \
  --host2 HOST_IMAP_VIVO --user2 [email protected] --password2 'SENHA_DESTINO' \
  --ssl1 --ssl2 --automap --addheader

Output esperado (trecho): pastas listadas, mensagens copiadas, exit 0 sem "host not found". Se o host IMAP não resolver, você ainda está no hostname interno da TIM; use o FQDN que eles publicam para clientes.

Ordem de corte: (1) MX da Vivo com prioridade melhor ou único MX, TTL 300; (2) esperar o TTL anterior; (3) enviar e receber de três contas reais; (4) sync incremental; (5) remover MX da TIM; (6) SPF só com destino; (7) cancelar TIM. Webmail e autodiscover devem apontar ao hostname que a Vivo indicar, senão o Outlook continua no servidor antigo. Para a configuração Outlook com os novos parâmetros da Vivo, use a porta SMTP 587 com STARTTLS e IMAP 993 com SSL, conforme os dados que a operadora entrega no contrato. Quem hospeda o próprio MTA em vez da caixa da operadora pode seguir o Passo a passo para configurar servidor de e-mail no VPS Linux, mas isso é caminho distinto do checklist TIM→Vivo em SaaS de operadora.

Problemas comuns e como resolver

Sintoma: mensagens novas ainda chegam só na TIM

Causa: TTL alto, MX antigo com prioridade menor ainda publicado, ou nameserver autoritativo diferente do que você editou.
Solução: rode dig MX seudominio.com.br @198.51.100.1 contra o NS autoritativo e contra 8.8.8.8. Corrija a zona no DNS que o NS realmente serve. Espere o TTL. Confirme que não há MX de backup apontando para o host antigo.

Sintoma: envio da Vivo cai em spam mesmo com MX certo

Causa: SPF sem include da Vivo, DKIM com seletor/chave da TIM, DMARC sem alinhamento ou PTR/HELO do relay novo.
Solução: atualize TXT, aguarde TTL, reenvie e leia Authentication-Results. Não misture include da TIM depois do corte. Peça à Vivo o valor exato de SPF/DKIM; não invente hostname de MX.

Sintoma: site fora do ar depois de "só mudar o e-mail"

Causa: troca de nameservers para os da Vivo sem copiar A/CNAME/NS do host do site.
Solução: devolva os NS ao DNS onde a zona web está completa ou recrie os registros A (por exemplo 203.0.113.10) e CNAME imediatamente. E-mail corporativo exige MX/TXT, não delegação inteira.

Perguntas frequentes sobre a migração TIM para Vivo

O que precisa estar pronto no DNS antes de sair da TIM?

Publique MX, SPF, DKIM e DMARC apontando para o destino Vivo (ou para o servidor de e-mail que a Vivo indicar) com TTL baixo. Confirme resolução com dig ou nslookup e só então altere nameservers ou cancele o serviço antigo.

Como não perder mensagens ao migrar da TIM para a Vivo?

Mantenha o MX antigo ativo até o novo aceitar SMTP e IMAP. Exporte caixas (IMAP/imapsync) em paralelo, reduza TTL com antecedência e só desligue a TIM depois de receber e enviar testes em várias contas.

SPF, DKIM e DMARC mudam na troca TIM para Vivo?

Sim. O TXT de SPF deve autorizar os IPs ou includes da Vivo; a chave DKIM precisa ser a do novo MTA; o DMARC deve apontar relatórios para um endereço válido. Sem isso, o envio cai em spam mesmo com MX correto.

Quanto tempo o DNS leva para refletir a migração TIM–Vivo?

Depende do TTL anterior. Com TTL de 300–600 segundos, a maioria dos resolvedores atualiza em minutos a poucas horas. TTL alto (86400) pode atrasar o apontamento MX e o acesso ao webmail. Baixe o TTL dias antes da troca.

Posso manter o domínio no Registro.br e só mudar o e-mail para a Vivo?

Sim. O domínio permanece no registrador; você altera apenas MX e TXT na zona. Registros A/CNAME do site podem ficar no host atual. Evite apontar nameservers da Vivo se isso apagar a zona do site.

Conclusão

  • Trate o cutover como DNS primeiro: TTL baixo, MX/TXT do destino publicados e validados com dig, site intocado na zona.
  • Copie IMAP em duas passagens e só cancele a TIM após testes reais de SMTP de entrada e saída.
  • Reescreva SPF, DKIM e DMARC para o MTA Vivo; MX correto com autenticação velha ainda gera spam.

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Precisa de ajuda com e-mail corporativo e DNS?

Se a zona misturar site, MX de operadora e chaves DKIM, um revisor evita corte cego e nameserver errado. Podemos conferir o checklist TIM para Vivo com os valores que a operadora realmente entregou no seu contrato.

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